quarta-feira, 19 de maio de 2010

1748 Jouliet.

Essa é a historia de Jouliet.
Mas pode não ser de Jouliet.
  Ela andava vivente , em passos e saltos. Chegava em casa antes das 15:00 hrs , se amortecia , pois sabia oque viria . Fazia uma oração antes de abrir a porta . Olhos atentos , esbugalhados , sedentos… Boca seca , engole espinhos , corpo gelado , mãos tensas . O Cheiro de cigarro anunciava alguem em casa. Tirou as sapatilhas para não ser ouvida ; suada , frigida , arregaçando as mangas . Em passinhos silenciosos , foi até a cozinha , primeiro os copos como de costume , ela iria lavar a louça . Tudo muito sujo tinha-se uma visão amarelada do espaço , olhando de rabo de olho para todos os lados.
  E por trás uma mão alisava sua barriga . Então subia lhe o enjôo , com apenas 11 anos , subia o sangue até os olhos , não se pode conter. As lagrimas estavam presas em suas palpebras, congeladas em teus olhos , e as mãos suadas desciam e alisavam tuas pernas , , ela se paralizou as mãos iam e vinham lentamente , feito lâminas cortando sua integridade , e sangrando sua honra. Era horrivel , era tenebroso , parecia um porco enorme , desgraçado ! Desgraçado !
Enquanto a mamãe dormia , esquecia , toda suja , sob efeito de calmantes , ingeridos com  a ajuda de uma vodka barata.
 Nada de comida ou docês.
 Nada de Brincadeiras , JOULIET.
”- Vamos , suba na pia , vamos  , sente agora  na pia - sussurrou eu seu ouvido.
Ela se manteve paralizada , então ele a levantou , subiu sua saia de colegial , e enfiou seu genital dentro dela. SEXO ANAL , era tão dolorido , era tão vergonhoso , tão nojento. DOENTIO.
 E não se podia gritar , o grito estava agarrado em suas amidalas  , as lagrimas se prenderam de orgulho e dor. Ele terminou e jogou seu semen nojento e desprezivel, dentro do copo e a mandou beber. Não contara as vezes em  que a mandou ajoelhar-se. Ia ao inferno todos os dias após as 15:00. Ele ligou a TV , como se nada tivesse acontecido , era sujo , doentio , desgraçado. PORCO ! Ela ? um anjo , Pandora.
 Saia de casa tão feliz a minha Jouliet … corria , corria , adorava ler e pintar. Era tão flor e nada espinhos . Era até ingênua mesmo com tanta experiência , enfiada guela abaixo. Toda semana a historia se prosseguia , era pavor , era nojo , e inferno. Ninguem sabia oque pintava a minha Jouliet. Sempre no mesmo quarteirão , no mesmo banco , na mesma praçinha velha e singela.Sempre com a mesma roupa usada , e com os labios rosados , e olhos brilhantes. Tão cheia de vida , Tão magrinha e faminta … Era tão menina , a minha Jouliet . Pintará sua mãe , toda cheia de marcas , e de desleixada … Flor morta com dentes amarelados.
Oh Minha Jouliet , Fuja , fujaaa … vá pra longe.
-Não , não e não. Estou pintando e pintando …
-Oque tu pintas ?
- Minha vida e minha morte , Senhorita :)’.
Sua ultima pintura , no portfólio, foi a frente de sua casa esdruxula , Amarelada , suja … Ela estava com suas vestes usadas e sujas , sorrindo com uma corda amarrada no pescoço , com a faze de seus pais , desinteressados , dentro de casa.
” Jouliet Marrie de L’approuch . ♥ 1732- 1743 †.
Suicidou-se na França , sua cidade Natal. Na frente de sua casa, assim como descrevia sua Pintura no Portfólio. Ela arrancou todas as folhas com os desenhos , onde ela era abusada sexualmente pelo seu pai e os expos , na frente de sua casa, pindurados em fios de nylon. Essa é a historia de Jouliet.

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