terça-feira, 18 de março de 2014

As borboletas voltaram a estraçalhar meu estômago, com suas asinhas em forma de facas.
É uma pena só tirar a poeira daqui quando elas aparecem, mas é quase inevitável. Gosto de desempoeirar com sangue... Sangue com poeira, tem gosto de ferro mofado, já falei isso? Ferrugem nova.

Meus melhores me apelidaram de 'metralhadora de palavras' e sim... Faço jus.
Quando me olho estou aqui, bocejando as palavras, engolindo elas e elas me engolindo. Nunca fui de confiar em bicho homem. Sempre fiquei com meu pé e com meu corpo bem atrás. Minhas orações eram bem precisas: Meu deus, afaste o bicho homem e suas façanhas de perto de mim. Eis que me rendi a um deles. Fiz barba, cabelo e bigode. Fiz mão, pé e até massagem. Eis que cai em mim. Estava escrava do desejo de ser. Desejo de ser boa. Desejo de ser boa para. Desejo de estar para. 

consumidores dos meus fragmentos. <3

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